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Posts Tagged ‘Scotland’

A iconografia dos antigos celtas apresenta uma coleção de elementos comuns a todas as culturas antigas: espirais, círculos, cruzes e variações sobre a suástica. Com o advento do Cristianismo às terras celtas o design se tornou mais complexo, e um tipo de entrelaçamento foi desenvolvido. Conhecido como Nó Celta, este padrão possui semelhança com o entrelaçamento de cestas, e segue regras simples: o caminho alterna-se para cima e para baixo; a largura é aproximadamente constante e as pontas são arredondadas.

Os Gospels of Lindisfarne, escritos em cerca de 698 d.C. na região da Nortúmbria, sul da Escócia, são considerados um marco no desenvolvimento do design do nó celta. Os padrões possuem animais como terminais, desenhados com precisão e excepcional beleza.

A despeito de todas as tentativas de inerpretação, não há um significado especial envolvendo o nó celta. Trata-se apenas de uma bela maneira de preencher bordas e espaços vazios.

Hoje o nó celta é bastante popular e reconhecido como um símbolo de identidade nacional celta.

Imagem: http://our-ireland.com/
Leia mais em
Make Celtic Knotwork
The Lindisfarne Gospels
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Em 1688, James Stuart II, católico e rei da Inglaterra, Escócia e Irlanda, e sua Rainha Mary tiveram um filho. Até então o trono estava garantido à sua filha Mary, protestante e casada com o rei holandês William, da Casa de Orange. Mas agora tudo mudava: havia a possibilidade de uma dinastia católica na Inglaterra.

Contudo os protestantes reagiram. William mobilizou as tropas holandesas, invadiu a Inglaterra e iniciou a Revolução Gloriosa. Os Stuarts deixaram o país, com William e Mary assumindo o trono. James, de seu exílio na porção católica da Irlanda, organizou um exército (cujos membros foram denominados Jacobitas, ou os restauradores de “Jacobus”, a forma em latim do nome James) e iniciaram uma revolta contra o que viam ser um coup d’etat em seu país. Mais uma vez derrotado por tropas comandadas pelo próprio William, James fugiu em definitivo para a França. Após abandonar à própria sorte as tropas irlandesas, James passou a ser conhecido naquele país como Séamus an Chaca, ou “James, o Cagão”…

Siúil A Rúin é uma das mais tradicionais canções da Irlanda, e fala sobre os Jacobitas que lutaram a Revolução Gloriosa. Seu refrão foi composto em gaélico, uma língua celta irlandesa:

    Siúil, siúil, siúil a rúin (Shule, shule, shule aroon,)

    Siúil go socair agus siúil go ciúin (Shule go succir agus, shule go kewn,)

    Siúil go doras agus ealaigh liom (Shule go dheen durrus oggus aylig lume,)

    Is go dtéann tú mo mhuirnín slán (Iss guh day thoo avorneen slawn.)

Em uma tradução para o inglês,

    Come, come, come, O love,

    Quickly come to me, softly move;

    Come to the door, and away we’ll flee,

    And safe for aye may my darling be!

No vídeo, uma versão atual de Cécile Corbel para Siúil A Rúin:

I wish I were on yonder hill
and there I’d sit and I’d cry my fill
and ev’ry tear would turn a mill,
and a blessing walk with you, my love

I’ll sell my rod, I’ll sell my reel
I’ll sell my only spinning wheel
To buy my love a sword of steel
And a blessing walk with you, my love

Siuil, siuil, a ruin
Siuil go sochair agus siuil go ciuin
Siuil go doras agus ealaigh liom
Is go dte tu mo mhuirnin slan

I wish, I wish, I wish in vain
I wish I had my heart again,
And vainly think I’d not complain
And a blessing walk with you, my love

But now my love has gone to France
To try his fortune to advance.
If he e’er comes back, it’s but a chance
And a blessing walk with you, my love

Imagem: King James Stuart II; Wikipedia Commons

Tradução da letra: http://www.extrasolar.net/CLANNAD/song.asp?SongId=131

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