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Posts Tagged ‘Cécile Corbel’

I am a young maiden, my story is sad
For once I was carefree and in love with a lad
He courted me sweetly by night and by day
But now he has left me and gone far away

Chorus:
Oh if I was a blackbird, could whistle and sing
I’d follow the vessel my true love sails in
And in the top rigging I would there build my nest
And I’d flutter my wings o’er his broad golden chest

He sailed o’er the ocean, his fortune to seek
I missed his caresses and his kiss on my cheek
He returned and I told him my love was still warm
He turned away lightly and great was his scorn

He offered to marry and to stay by my side
But then in the morning he sailed with the tide

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Em 1688, James Stuart II, católico e rei da Inglaterra, Escócia e Irlanda, e sua Rainha Mary tiveram um filho. Até então o trono estava garantido à sua filha Mary, protestante e casada com o rei holandês William, da Casa de Orange. Mas agora tudo mudava: havia a possibilidade de uma dinastia católica na Inglaterra.

Contudo os protestantes reagiram. William mobilizou as tropas holandesas, invadiu a Inglaterra e iniciou a Revolução Gloriosa. Os Stuarts deixaram o país, com William e Mary assumindo o trono. James, de seu exílio na porção católica da Irlanda, organizou um exército (cujos membros foram denominados Jacobitas, ou os restauradores de “Jacobus”, a forma em latim do nome James) e iniciaram uma revolta contra o que viam ser um coup d’etat em seu país. Mais uma vez derrotado por tropas comandadas pelo próprio William, James fugiu em definitivo para a França. Após abandonar à própria sorte as tropas irlandesas, James passou a ser conhecido naquele país como Séamus an Chaca, ou “James, o Cagão”…

Siúil A Rúin é uma das mais tradicionais canções da Irlanda, e fala sobre os Jacobitas que lutaram a Revolução Gloriosa. Seu refrão foi composto em gaélico, uma língua celta irlandesa:

    Siúil, siúil, siúil a rúin (Shule, shule, shule aroon,)

    Siúil go socair agus siúil go ciúin (Shule go succir agus, shule go kewn,)

    Siúil go doras agus ealaigh liom (Shule go dheen durrus oggus aylig lume,)

    Is go dtéann tú mo mhuirnín slán (Iss guh day thoo avorneen slawn.)

Em uma tradução para o inglês,

    Come, come, come, O love,

    Quickly come to me, softly move;

    Come to the door, and away we’ll flee,

    And safe for aye may my darling be!

No vídeo, uma versão atual de Cécile Corbel para Siúil A Rúin:

I wish I were on yonder hill
and there I’d sit and I’d cry my fill
and ev’ry tear would turn a mill,
and a blessing walk with you, my love

I’ll sell my rod, I’ll sell my reel
I’ll sell my only spinning wheel
To buy my love a sword of steel
And a blessing walk with you, my love

Siuil, siuil, a ruin
Siuil go sochair agus siuil go ciuin
Siuil go doras agus ealaigh liom
Is go dte tu mo mhuirnin slan

I wish, I wish, I wish in vain
I wish I had my heart again,
And vainly think I’d not complain
And a blessing walk with you, my love

But now my love has gone to France
To try his fortune to advance.
If he e’er comes back, it’s but a chance
And a blessing walk with you, my love

Imagem: King James Stuart II; Wikipedia Commons

Tradução da letra: http://www.extrasolar.net/CLANNAD/song.asp?SongId=131

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Mary Read nasceu na Inglaterra em aprox. 1690, como a filha da viúva de um capitão. Criada como um garoto, ainda em sua adolescência passou a integrar um Batalhão de Infantaria, lutando com bravura. Mais tarde passou a integrar um Regimento de Cavalaria, quando se apaixonou por um soldado belga. Infelizmente o soldado foi morto em batalha, e Mary, de volta às roupas masculinas, tornou-se marinheira.

Em uma viagem para as Índias Ocidentais, o navio de Mary foi abordado por um barco pirata, o Revenge, comandado pelo corsário “Calico Jack” Rackham. Quis assim o destino que aquele barco também trouxesse a piarata inglesa Anne Bonny, que imediatamente se interessou por aquela nova figura. Ordenou que fosse levado aos seus aposentos, mas para sua surpresa, Mary abriu sua blusa e relevou seus dotes femininos. Ganhando sua confiança, Mary confessou a Bonny que preferia ser uma pirata a enfrentar a entediante realidade das mulheres da época, e juntou-se a eles.

Por volta de 1720 Mary apaixonou-se novamente, desta vez por um jovem corsário. Mas ele desentendeu-se com um colega mais velho, e sob as leis dos mares, foi chamado ao duelo. Mary percebeu que seu amado não teria a menor chance, e desafiou o velho pirata a um duelo imediato.

Mary era habilidosa com a espada, mas seu oponente assumiu vantagem. Porém, de súbito, Mary abriu sua blusa. O corsário distraiu-se com a visão dos seios de Mary, e ela lhe desferiu um golpe fatal. Salvos de uma morte certa, Mary e seu jovem amado casaram-se em seguida.

Sua lua-de-mel, contudo, foi breve. Mary, Bonny e Calico Jack foram presos e trazidos à Jamaica. Foram julgados e condenados à forca. Mas mesmo durante o julgamento Mary manteve sua dignidade corsária. Perguntada sobre o que levaria uma jovem mulher à vida pirata, ela respondeu:

– Sobre a forca, não há o que temer. Pois se não fosse assim, todos os covardes se tornariam piratas e infestariam os mares, deixando os homens de coragem morrendo de fome.

(imagem: Wikimedia Commons;
informações: http://blindkat.hegewisch.net/pirates/whosmary.html )

No vídeo, a cantora bretã Cécile Corbel interpreta Mary.

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Cécile Corbel, nascida na Bretanha em 1980, é uma harpista, compositora, arranjadora e cantora de músicas celtas folclóricas.

No vídeo, Cécile interpreta Sweet Song, do álbum Song Book vol. 2.

“Este álbum é fruto de muitos anos na estrada com minha harpa. No palco ou no estúdio, lendas bretãs, fadas irlandesas e brumas escocesas foram meus companheiros de viagem e uma infinita fonte de inspiração…”

http://www.cecile-corbel.com

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