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The Celtic Knot

A iconografia dos antigos celtas apresenta uma coleção de elementos comuns a todas as culturas antigas: espirais, círculos, cruzes e variações sobre a suástica. Com o advento do Cristianismo às terras celtas o design se tornou mais complexo, e um tipo de entrelaçamento foi desenvolvido. Conhecido como Nó Celta, este padrão possui semelhança com o entrelaçamento de cestas, e segue regras simples: o caminho alterna-se para cima e para baixo; a largura é aproximadamente constante e as pontas são arredondadas.

Os Gospels of Lindisfarne, escritos em cerca de 698 d.C. na região da Nortúmbria, sul da Escócia, são considerados um marco no desenvolvimento do design do nó celta. Os padrões possuem animais como terminais, desenhados com precisão e excepcional beleza.

A despeito de todas as tentativas de inerpretação, não há um significado especial envolvendo o nó celta. Trata-se apenas de uma bela maneira de preencher bordas e espaços vazios.

Hoje o nó celta é bastante popular e reconhecido como um símbolo de identidade nacional celta.

Imagem: http://our-ireland.com/
Leia mais em
Make Celtic Knotwork
The Lindisfarne Gospels
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Galícia é uma região autônoma, localizada no noroeste da Espanha. Sua língua, o galiciano, é similar ao português. É considerada uma das sete nações celtas, ao lado de Irlanda, Escócia, País de Gales, Cornuália, Ilha de Man e Britânia.

Nas ruas de Santiago de Compostela, a capital da Galícia, é comum encontrar músicos se apresentando com instrumentos folclóricos. Como este casal, que toca música celta com gaita de fole, castanholas e percussão.

(Uma dica do blog The Celtic Music Fan)

(Imagem: Basílica de Santiago – Wikipedia Commons)

Em 1688, James Stuart II, católico e rei da Inglaterra, Escócia e Irlanda, e sua Rainha Mary tiveram um filho. Até então o trono estava garantido à sua filha Mary, protestante e casada com o rei holandês William, da Casa de Orange. Mas agora tudo mudava: havia a possibilidade de uma dinastia católica na Inglaterra.

Contudo os protestantes reagiram. William mobilizou as tropas holandesas, invadiu a Inglaterra e iniciou a Revolução Gloriosa. Os Stuarts deixaram o país, com William e Mary assumindo o trono. James, de seu exílio na porção católica da Irlanda, organizou um exército (cujos membros foram denominados Jacobitas, ou os restauradores de “Jacobus”, a forma em latim do nome James) e iniciaram uma revolta contra o que viam ser um coup d’etat em seu país. Mais uma vez derrotado por tropas comandadas pelo próprio William, James fugiu em definitivo para a França. Após abandonar à própria sorte as tropas irlandesas, James passou a ser conhecido naquele país como Séamus an Chaca, ou “James, o Cagão”…

Siúil A Rúin é uma das mais tradicionais canções da Irlanda, e fala sobre os Jacobitas que lutaram a Revolução Gloriosa. Seu refrão foi composto em gaélico, uma língua celta irlandesa:

    Siúil, siúil, siúil a rúin (Shule, shule, shule aroon,)

    Siúil go socair agus siúil go ciúin (Shule go succir agus, shule go kewn,)

    Siúil go doras agus ealaigh liom (Shule go dheen durrus oggus aylig lume,)

    Is go dtéann tú mo mhuirnín slán (Iss guh day thoo avorneen slawn.)

Em uma tradução para o inglês,

    Come, come, come, O love,

    Quickly come to me, softly move;

    Come to the door, and away we’ll flee,

    And safe for aye may my darling be!

No vídeo, uma versão atual de Cécile Corbel para Siúil A Rúin:

I wish I were on yonder hill
and there I’d sit and I’d cry my fill
and ev’ry tear would turn a mill,
and a blessing walk with you, my love

I’ll sell my rod, I’ll sell my reel
I’ll sell my only spinning wheel
To buy my love a sword of steel
And a blessing walk with you, my love

Siuil, siuil, a ruin
Siuil go sochair agus siuil go ciuin
Siuil go doras agus ealaigh liom
Is go dte tu mo mhuirnin slan

I wish, I wish, I wish in vain
I wish I had my heart again,
And vainly think I’d not complain
And a blessing walk with you, my love

But now my love has gone to France
To try his fortune to advance.
If he e’er comes back, it’s but a chance
And a blessing walk with you, my love

Imagem: King James Stuart II; Wikipedia Commons

Tradução da letra: http://www.extrasolar.net/CLANNAD/song.asp?SongId=131

Mary Read nasceu na Inglaterra em aprox. 1690, como a filha da viúva de um capitão. Criada como um garoto, ainda em sua adolescência passou a integrar um Batalhão de Infantaria, lutando com bravura. Mais tarde passou a integrar um Regimento de Cavalaria, quando se apaixonou por um soldado belga. Infelizmente o soldado foi morto em batalha, e Mary, de volta às roupas masculinas, tornou-se marinheira.

Em uma viagem para as Índias Ocidentais, o navio de Mary foi abordado por um barco pirata, o Revenge, comandado pelo corsário “Calico Jack” Rackham. Quis assim o destino que aquele barco também trouxesse a piarata inglesa Anne Bonny, que imediatamente se interessou por aquela nova figura. Ordenou que fosse levado aos seus aposentos, mas para sua surpresa, Mary abriu sua blusa e relevou seus dotes femininos. Ganhando sua confiança, Mary confessou a Bonny que preferia ser uma pirata a enfrentar a entediante realidade das mulheres da época, e juntou-se a eles.

Por volta de 1720 Mary apaixonou-se novamente, desta vez por um jovem corsário. Mas ele desentendeu-se com um colega mais velho, e sob as leis dos mares, foi chamado ao duelo. Mary percebeu que seu amado não teria a menor chance, e desafiou o velho pirata a um duelo imediato.

Mary era habilidosa com a espada, mas seu oponente assumiu vantagem. Porém, de súbito, Mary abriu sua blusa. O corsário distraiu-se com a visão dos seios de Mary, e ela lhe desferiu um golpe fatal. Salvos de uma morte certa, Mary e seu jovem amado casaram-se em seguida.

Sua lua-de-mel, contudo, foi breve. Mary, Bonny e Calico Jack foram presos e trazidos à Jamaica. Foram julgados e condenados à forca. Mas mesmo durante o julgamento Mary manteve sua dignidade corsária. Perguntada sobre o que levaria uma jovem mulher à vida pirata, ela respondeu:

– Sobre a forca, não há o que temer. Pois se não fosse assim, todos os covardes se tornariam piratas e infestariam os mares, deixando os homens de coragem morrendo de fome.

(imagem: Wikimedia Commons;
informações: http://blindkat.hegewisch.net/pirates/whosmary.html )

No vídeo, a cantora bretã Cécile Corbel interpreta Mary.

Tarsem Singh nasceu na Índia em 1961. Diretor de filmes publicitários e clips, tem em seu currículo trabalhos premiados, como o vídeo para a banda REM, Losing My Religion, e o comercial We Will Rock You, para a Pepsi.

No cinema, sua obra mais conhecida é The Fall, de 2008. Um dublê de cinema, paraplégico após sofrer uma queda, conta histórias a uma garotinha que se recupera de uma fratura na mesma enfermaria. À medida que a narrativa avança, a linha divisória entre os fatos e as imagens da ficção vão se tornando cada vez menos nítidas. Referências clássicas e folclóricas, uma interpretação teatralizada e uma estonteante direção de arte fazem deste filme uma obra-prima contemporânea.

Tarsem está produzindo no momento um novo filme, Immortals, cujo tema é a mitologia grega.

No vídeo, o trailer de The Fall.

Cécile Corbel, nascida na Bretanha em 1980, é uma harpista, compositora, arranjadora e cantora de músicas celtas folclóricas.

No vídeo, Cécile interpreta Sweet Song, do álbum Song Book vol. 2.

“Este álbum é fruto de muitos anos na estrada com minha harpa. No palco ou no estúdio, lendas bretãs, fadas irlandesas e brumas escocesas foram meus companheiros de viagem e uma infinita fonte de inspiração…”

http://www.cecile-corbel.com

How fortunate the man with none, da banda gótica Dead Can Dance, baseado no poema Die Ballade von den Prominenten, escrito em 1928 pelo ensaísta e dramaturgo Bertold Brecht. Sua letra fala sobre o pesado fardo das virtudes extremas.

Produzido por Lisa Gerrard e Brendan Perry.

You saw sagacious Solomon
You know what came of him,
To him complexities seemed plain.
He cursed the hour that gave birth to him
And saw that everything was vain.
How great and wise was Solomon.
The world however did not wait
But soon observed what followed on.
It’s wisdom that had brought him to this state.
How fortunate the man with none.

You saw courageous Caesar next
You know what he became.
They deified him in his life
Then had him murdered just the same.
And as they raised the fatal knife
How loud he cried: you too my son!
The world however did not wait
But soon observed what followed on.
It’s courage that had brought him to that state.
How fortunate the man with none.

You heard of honest Socrates
The man who never lied:
They weren’t so grateful as you’d think
Instead the rulers fixed to have him tried
And handed him the poisoned drink.
How honest was the people’s noble son.
The world however did not wait
But soon observed what followed on.
It’s honesty that brought him to that state.
How fortunate the man with none.

Here you can see respectable folk
Keeping to God’s own laws.
So far he hasn’t taken heed.
You who sit safe and warm indoors
Help to relieve our bitter need.
How virtuously we had begun.
The world however did not wait
But soon observed what followed on.
It’s fear of god that brought us to that state.
How fortunate the man with none.